Cobrar 5 reais o valor do ingresso por um jogo decisivo tem um motivo: ou é um arranjo para esconder a incompetência, que levou o time à esse drama; ou é desespero. Pode até ser os dois, mas nunca como fonte de apelo para que o povo encha o Couto Pereira. O sentimento do torcedor por seu time não precisa ser subsidiado, principalmente quando está sob o cerco da angústia, que provoca o risco de rebaixamento. Ou se não fosse o valor do ingresso de 5 reais, o Couto estaria vazio na tarde de domingo?

continua após a publicidade

Pensando bem, não é populismo porque seria muita ingenuidade dos dirigentes buscarem amparo nesse tipo de apelo, no caso de um eventual fracasso.

E promete-se o “Inferno Verde”, que coincidência ou não, involuntariamente pode ficar como a marca do rebaixamento. Não sou estraga prazer, mas não é um domingo para ambientar em festa o Couto Pereira. O ambiente exige seriedade, deve ser tenso, porque um jogo assim só se decide estando no limite.

Agora, fico sabendo, que os mesmos dirigentes foram à CBF pedir clemência e implorar por uma arbitragem imparcial. Fico a imaginar a comitiva sendo recebida pelo comando de árbitros.

continua após a publicidade

Comovido (esse situação comove mais do que um título) o bem educado presidente Cirino chega ao diretor de árbitros, e diz: “Senhor, viemos pedir que o árbitro seja honesto, que não ajude o Fluminense, que não favoreça o Botafogo, e não prejudique o Coritiba”. A resposta que estaria esperando, seria por acaso, a de que nunca um árbitro em tempo algum, será tão sério como o de domingo?

Desespero e ingenuidade

continua após a publicidade

Só existe uma maneira de o Coritiba escapar, e que no futebol é singela: vencer. Não adianta criar incentivos e proteções externas; tampouco, jogar com a possibilidade de uma vitória do Palmeiras sobre o Botafogo, porque a lógica é a do time carioca ganhar. Se no campo continuar mal, não corrigir a defesa e o meio, a torcida não lembrará que pagou 5 reais, e daí nem um árbitro com boas intenções poderá resolver