A pergunta: e se o Atlético voltar a perder, agora para o Corinthians, no Itaquerão, o que vai acontecer? A resposta: nada. Ganhar ou perder para o Atlético já não resolve a situação para a qual foi atirada pela ambição pessoal de Mário Celso Petraglia. O resultado é que começam a despejar as ações judiciais com liminares carregando o clube com multas diárias. Já público, o Atlético está obrigado pela Justiça o uso da metade da sua área administrativa na Baixada para a Prefeitura.

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Agora, foi o Exército que recebeu a prestação liminar da Justiça Federal, que obriga o Atlético a construir o prédio de apartamentos no Bacacheri, e pagar alugueres aos militares como sua contraprestação da permuta com o terreno incorporado à Baixada. Não se trata de uma ação qualquer. Sua causa é social, que é o direito à moradia. E tem mais: se ainda não distribuiu, a Fomento Paraná distribuirá a primeira podendo, inclusive, executar a hipoteca de um dos patrimônios do clube.

Dirão coisas de brasileiro: a justiça é lenta, e que por isso tudo vai longe. A questão já não é a parte jurídica. A questão é que se tornou fato a intenção de que Mário Celso Petraglia de construir a Baixada e depois tornar toda a dívida politica para negociar em gabinetes.

O grande problema do Atlético, então, não é a dívida em si, mesmo porque, há causa para discutir a sua redução e a partilha em partes iguais. Só que a responsabilidade do clube pelo seu todo é independente da sua relação com o Poder Público. E os credores não querem saber dos direitos do Atlético. 

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O problema é o desprestígio pessoal de Petraglia para resolver um negócio, que depende muito de confiança, de ética e de relação pessoal.   

O Atlético tem atleticanos com esses atributos. E Petraglia sabe quais são. Deveria dar uma pausa à sua arrogância e procurá-los.

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A pergunta: e se o Furacão perder hoje? A resposta: nada. O Furacão é a indiferença da poesia de Fernando Pessoa: “passou a diligência pela estrada, e foi-se; E a estrada não ficou mais bela, nem sequer mais feia”.