A derrota para o Vasco (2 x 1) mesmo sendo consequência do péssimo jogo do Coritiba, foi capaz de tirar o brilho do gol de Lincoln. Veja, analise o gol outra vez, e responda: qual foi a principal virtude de Lincoln? Foi a coordenação entre equilibrar o corpo com uma perna para controlar e chutar a bola com a outra.
Mas o gol poderia não acontecer, se esses movimentos físicos não fossem precedido da memorização da posição do goleiro. No caso, no ângulo direito.
Foi o gol mais bonito do ano no Brasil.
Sugiro a Lincoln indicá-lo à Fifa para concorrer ao gol mais bonito de 2013. Basta um vídeo e uma carta, através da CBF. Entre os dez mais bonitos, não tenho dúvida, será escolhido.
O gol de Lincoln e o drama que o Atlético vive para voltar à Primeira Divisão ocuparam os espaços, que, também, deveriam ser dedicados a outro assunto importante: o Coritiba corre um risco matemático de rebaixamento.
É verdade que trata-se de fato, embora possível, improvável, que é a combinação de quase uma dezena de resultados que poderia rebaixá-lo. Mas isso, ao invés de ser um consolo, é uma dura lição, de que o gerenciamento do futebol do clube em 2012 só enganou.
Os números não contrariam essa afirmação. À essa altura do campeonato, em 2011, o Coritiba precisava de um ponto para ganhar uma vaga na Libertadores da América. Hoje, precisa de dois pontos para não ser constrangido na última rodada com o rebaixamento. Que projeto é esse que ao invés de evoluir, regride? Alguma coisa está errada. Agora que esgotou os efeitos do marketing da contratação de Alex, os problemas começam a ficar escancarados. A próxima manchete sobre o Coritiba pode ser do aumento do risco ou de que não há mais risco. As duas constrangem.
O mais grave é a conclusão de que as vitórias eventuais não podem servir de referência para se concluir que Marquinhos Santos é hoje a opção definitiva para os objetivos de conquistas nacionais de 2013.