No futebol, como na vida, a dependência de um fato para alcançarmos um objetivo nos torna pequenos e frágeis. É que a submissão aliena a nossa vontade. Não há drama maior para o torcedor de ter o time do coração em um estágio em que a vitória final depende de alguém. Essa derrota então, se torna previsível, e chegando, vem carregada da gama de sentimentos que surge pela falta de liberdade para intervir. Continuamos no erro, porque, aí, já não podendo mais nos culpar, culpamos os outros.

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O Atlético jogou em Arapiraca com a obrigação de vitória para recuperar a sua independência no campeonato. Ganhou do turbinado ASA por 3 x 2. A vitória técnica, o jogo em si, as falhas de Luiz Alberto, Derley e de Wéverton, o peso das ausências de Manoel e Deivid, e a do jogo brilhante de Elias, quatro dias depois, se tornam passado, esvaziam-se como tema. Mas ficou a sua consequência da vitória. De agora e até final, desde que não perca em Criciúma, dependerá só de si para voltar à Primeira Divisão. Já é uma grande coisa para quem demorou alcançar esse estágio, e o desprezou, jogando em casa contra Guarani e América. Mas a torcida que não se engane. O Atlético chegou onde está porque é Atlético e não porque tem time.

Goleada

Houve um tempo que se usava um sentido figurado para o time que perdeu de goleada: apanhou de cinta. Foi o que ocorreu com o Coritiba, no Pacaembu: parecendo não saber que jogava no Pacaembu, e contra o Corinthians, e por isso revelando surpreendente despreparo, os Coxas foram goleados: 5 x 1. E nem se atribua ao pênalti que não teria existido, mas que existiu. O árbitro marcou a segunda falta sobre Guerrero, e que foi dentro da área, a qual levara vantagem na primeira fora da área. Atribua-se à fragilidade do time, que foi escancarada outra vez, que serviu apenas para fugir da Segunda Divisão. É um time muito caro para o pouco que consegue.

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