Fazendo-se de rogado, o Furacão não quis aceitar todas as ofertas que o Vitória lhe fez no primeiro tempo, que foram bem além da bola que que seu lateral Diego Renan deu para Pablo marcar. Nesse tempo, os baianos deram campo, espaços e bolas, que o Atlético poderia ter resolvido o jogo, mas os desprezou.
Fazendo-se soberbo, propondo-se superior e que resolveria naturalmente os seus equívocos, o Furacão quis ignorar o Vitória. Quando ganhou consciência de que perdara o tempo e a chance, o jogo já estava empatado, e sob o amplo domínio do time de Mancini. E, assim, aos trancos, teve que acabar aliando-se ao relógio, contando os minutos para o jogo terminar empatado.
Além de dominado, por estar espalhado e sem organização (Otávio e Hernani foram uns horrores), Autuori cometeu os erros de tirar Walter, Pablo e Nikão em um espaço de quinze minutos. Com eles o time estava frágil, mas acuava os baianos, obrigando-lhes cautela. Sem eles, esvaziou de vez, porque time nenhum com Giovanny e Iago vai a algum lugar.
O Vitória foi tão superior no segundo tempo, sem as deficiências individuais do primeiro, que o empate a um gol caiu bem para o Furacão. Bem, quero dizer, em termos: pelo campeonato, jogou fora dois pontos preciosos, que um time com ambição não pode perder.
E mais um fracasso de público na Baixada.
E agora com um fato grave: nem mesmo a boa fase do futebol consegue sensibilizar o torcedor, que não tem dinheiro para ser fiel.
Perigo
Empurrados para o grupo hoje que seria rebaixado, os coxas jogam hoje contra o Atlético Mineiro no Estádio Independência, no qual o Galo, em regra, não deixa de ganhar. O jogo divide as águas do Coritiba neste Brasileiro.
Se não perder, terá que dar a Pachequinho um contrato com direitos e obrigações de um técnico. Se perder e continuar entre os que seriam rebaixados, terá que mudar. E, então, Pachequinho será vítima da covardia.
O mais grave é que transferiu a solução desse problema para um jogo no qual a derrota está dentro da lógica, transformando a vitória em fato extraordinário.
Vou torcer por Pachequinho.