Incentivo à violência

O Zé Ivaldo, zagueiro do Atlético, tratou o Paraná de “time pequeno”. Em razão do clube do coração ser um valor de nossas vidas, tratá-lo assim é desprezá-lo. Com razão, o jovem Leandro Vilela, que tem o Paraná como valor, reagiu contra o que considerou uma ofensa. Mas é preciso entender que Zé Ivaldo é ainda um menino. Como jogador, ainda, não sabe o alcance das coisas e da emoção depois de um jogo.

Mas vou além: a fonte do erro de Zé Ivaldo não está apenas na pouca idade e na alteração do espirito que um jogo provoca. Está na cultura que se enraizou no Atlético. É a da arrogância, que o quer impô-lo coloca acima do bem e do mal, do exercício do do arbitrio, da ignorância aos direitos alheios e até dos de atleticanos. A fonte atende pelo nome de Mário Celso Petraglia. Na equação da violência, somam-se todos os elementos para ter-se o resultado. No futebol, concorre diretamente o comportamento de cartolas e jogadores.

Um dias desses, esse que “está dono” do Furacão, afirmou que “o Coritiba será um América do Rio”. Com é possível exigir de um menino como Zé Ivaldo a exata consciência do significado do respeito ao valor alheio, se dentro da Baixada tem o péssimo exemplo da maldade? Não se pode exigir de um menino como Zé Ivaldo a exata consciência do significado do respeito ao valor alheio se a própria torcida do Atlético foi ofendida por Mário Celso Petraglia, ao afirmar que “não acredita em paixão, só em negócios”, reduzindo o clube a uma coisa material.

Desafio

O Coritiba, enfim, alcançou o G-4.

Mas essa ascensão não significa a estabilidade que se reclama em um campeonato como é o da segundona. E, talvez, nem seja essa a conclusão do treinador Eduardo Baptista. A estabilidade só se consegue com a sequência de vitórias, o que o time, ainda, não conseguiu.

É possível que alguém já tenha falado que no jogo em Londrina, o Coritiba faz o teste definitivo. Talvez, mas não por ser o jogo em Londrina e contra um rival tradicional. É um teste importante por ser no campo de um adversário, que atualmente mais perde do que ganha. É ocasião como essa em que a vitória trabalha como uma obrigação para se ter a estabilidade procurada.

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