O jornalista Dias Lopes, amigo dos grandes, gostava de contar casos da sua Sobral, no Ceará. Um deles era sobre o técnico mais popular da região: Pedro Barracão. A idade chegou e Pedro não concluiu se era melhor jogar na defesa ou no ataque. Uma vez improvisou, deu certo e nunca mais abandonou a inusitada tática: ?Os laterais sobem, cruzam a bola, e os meias insinuantes entram esperando a furada do beque?.

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Não se sabe no que deu Pedro Barracão.

Ontem lembrei do caso em razão de uma entrevista do treinador Vadão. Disse: ?Ainda não conclui se o Atlético vai jogar na defesa ou no ataque contra o Vitória, em Salvador?. O que se espera é que a insegurança de Vadão não quebre a estrutura de time e de jogo, que faz do Atlético o time com o maior número de gols do futebol brasileiro.

Não existe razão para dúvidas, ao contrário, só existe razão para uma certeza: moldado para jogar no ataque pelas características de Bahia, Evandro, Ferreira, Dênis e Alex Mineiro, seria temerário mudar o projeto de jogo.

Maracanã

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A esperança do Paraná se sustenta, também, no seu histórico de jogos no Maracanã. Perdeu muito pouco. No futebol a história, muitas vezes, se faz por coincidências, que nunca se explicam. História por história, o Flamengo é mais poderoso do que qualquer outro time brasileiro. E 50 anos dela, foram escritos no Maracanã.

O Paraná joga sob pressão, não há dúvida. O retorno de Dinelson não é natural, é mais ou menos forçado pela necessidade de um mínimo de qualidade técnica neste jogo.

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De repente, o Paraná pode conservar seu histórico no Maracanã. Para isso tem que jogar bem mais do que vem jogando. Resta saber se sabe.

De primeira: É impossível teorizar sobre o Coritiba hoje em Rondônia. Se já é difícil definir o estágio em que o time coxa está, imagine só o adversário do ?outro lado do mundo?.

Diretor de esportes da RPC, o jornalista Gil Rocha manda um e-mail mostrando, com números, que a transmissão pela televisão para a mesma praça dos jogos não influi no público no estádio. Não só pelos números que o Gil mandou, mas, também, por convicção pessoal, entendo que o público no estádio depende de um fato. Um jogo importante pela competição, atrai o torcedor para o estádio.