Não há símbolo maior que a palavra para expressar uma ideia relacionada com a nossa mente. Bem posta, cria um mecanismo poderoso para criar sentimentos.

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Vejam só René Simões, treinador do Coritiba. Nas últimas horas, argumentou tanto, usou tanta sintaxe dúbia, e fez jogo de palavras tão intenso, que até os gaúchos passaram a descontar alguns pontos no favoritismo do Inter. Pois arriscaria até escrever que, se Marcelinho Paraíba jogasse, o Coritiba poderia ser, na prática, o da gravura que René anda mostrando.

Esse é o poder da palavra. Bem usada, principalmente num mundo como o futebol, que é surpreendido por resultados improváveis, tem o poder de criar um aparente equilíbrio.

Só que René Simões é técnico, e a sua importância, por maior que seja, é relativa, pois a solução prática tem que ser dada pelo time. Então, fica a dúvida: tendo o técnico como única referência, é possível acreditar em uma surpresa hoje no Beira-Rio?

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Pode acontecer que os gaúchos acreditem que tudo que René anda falando seja verdade. E aí, o improvável terá que ser explicado como surpresa.

Espetáculo

Pelo menos uma vez por ano, tiro uma tarde de folga, a do dia da final da Liga dos Campeões da Europa. Seja onde for e não importa os finalistas: é um dos mais belos programas de televisão que o mundo pode assistir. E fica ainda mais exuberante se nosso sentimento de torcedor for provocado por um dos finalistas.

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Manchester United e Barcelona jogam no Olímpico de Roma. São escolas que se tornaram diferentes durante a competição. De um lado, o poder do contra-ataque em velocidade dos ingleses; e de outro, o jogo de cadência baseado na técnica dos espanhóis. Para o futebol como arte, a vitória do Barcelona seria um conforto.