Longe da Baixada, mas em Juiz de Fora, portanto, em um campo neutro, o Atlético joga com Botafogo. Andei vendo o último jogo do time carioca e fiquei sabendo que a sua referência é Anderson Aquino. Anderson, vocês vão lembrar, é aquele que surgiu no Furacão, passou pelo Coritiba, e depois começou a correr pelo Brasil como se fosse um Forest Gump da terra de Jucá. Se Aquino é a referência, o Botafogo passa a ser um time de fácil previsão: marcado para voltar à Segunda Divisão, segundo os cariocas. É isso mesmo que eu quero dizer: o Furacão, joga em um campo neutro, contra um Botafogo frágil.

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Essa premissa poderia sugerir uma conclusão: pela lógica, o Atlético é o favorito. E o favorito, em tese, deve ganhar. Mas o que é lógico tratando-se do Furacão de Autuori? Eis a grande dúvida: a exceção de Thiago Heleno e André Lima, é o time que andou de fracasso em fracasso em 2015. E André Lima só está jogando, porque andam com má vontade com Walter no CT do Caju. Se a natureza desse time não é de vencedor, com Autuori torna-se no máximo imprevisível. E do imprevisível tudo pode se esperar. Qualquer resultado em Juiz de Fora estará no campo da lógica por culpa do Atlético.

Desafio

Contra o São Paulo, por tradição, já seria um perigo. Some-se a isso um fato relevante: o time está em crise. Quando o seu presidente precisa ir ao treinamento para dizer, que o técnico está prestigiado, não é bom sinal. Ao contrário, é sinal de que a pressão dos fracassos começa a gerar consequências.

Se controlarem os seus fantasmas, os coxas podem jogar para frente decisões que uma nova derrota (que seria absolutamente normal) irá obrigar a serem tomadas. O São Paulo anda jogando um futebol rústico, cuja carência técnica só pode ser superada com a “garra” argentina de seu treinador Edgardo Bauza. Esse estilo serve, quando o adversário aceita. Se enfrentá-lo, como o Inter fez, torna-o frágil.

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