Os associados do Atlético estão convocados para amanhã votarem na proposta de prorrogação do mandato do presidente Mário Celso Petraglia. Como é certo de que a proposição será aceita, transformando ato em mera formalidade, a questão é saber por que ela deve ser aceita.

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É que Petraglia está querendo corrigir um equívoco que ele praticou. Quando foi escolhido como gestor da obra garantiu que com 180 milhões o Atlético construiria a Baixada. Os valores finais da obra ainda não foram fechados. E há levantamento interno de que o valor final não será inferior a 370 milhões de reais. E todo o patrimônio do clube está hipotecado.

É elogiável a atitude de Petraglia em querer estender até o final de 2015 o seu mandato. É o período necessário para acertar as contas da obra com o Poder Público e desonerar o patrimônio do clube. Só que agora sem a desculpa de que não há recursos para formar um grande time.

A questão, então, está resolvida: o verbo que deve ser usado é o que impõe e não faculta. Não é que Petraglia pode ficar. Ele tem que ficar.

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Recomeço

Até quarta feira, Gilmar Rinaldi era agente de uma das mais abonadas carteiras de agenciamento de jogadores de futebol. Largou tudo para ser coordenador da CBF.

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Quem o conhece garante que é uma pessoa séria. Acreditando que seja, ainda, assim, a sua presença no comando técnico da CBF constrange. Por mais que se esforce, não há como dissociar os interesses remanescentes de Gilmar como agente de 14 anos, da função de comando da seleção brasileira. Qualquer convocação duvidosa pelo aspecto técnico irá provocar desconfiança da opinião pública. Por muito menos, Mano Menezes teve que passar dois anos explicando que as convocações de jogadores que tinham a tutela de seu agente Leite, não eram por interesse próprio.

Foi infeliz a escolha de Gilmar.

A desconfiança coloca o recomeço na estaca zero.