Imparcialidade

Ligo o carro na Rádio Difusora e ouço uma declaração do doutor Domingos Moro, o melhor advogado na Justiça Desportiva do Brasil.

Entre outros argumentos, para temer pela sorte do Atlético no STJD, em razão da denúncia por invasão de campo, o doutor Moro indicou como uma das culpadas a imprensa de Curitiba. Pelo que pude concluir, a pressão é exercida daqui para o tribunal. Ouvi e li pouco sobre o assunto, mas o suficiente. Um dia desses, um comentarista de televisão deu a entender que o caso do Atlético é tão grave como foi o do Coritiba.

Aí não é parcialidade, melhor que fosse. Se essa é a ideia pregada, é ignorância. É que tecnicamente, no aspecto jurídico (e é o que interessa) no caso do Atlético não houve invasão, pois na súmula consta o nome do diretor Ibiapina como integrante da comissão técnica.

No jogo Coritiba 5 x 0 Botafogo, o segundo gol foi de pênalti. Narrador e comentarista de televisão, sob o pretexto de dizer que é imparcial, passou dez minutos justificando a opinião de que não houve o pênalti. Perguntei qual razão dessa “imparcialidade”. A ordem é do comando do Rio de Janeiro, responderam-me.

Para ser imparcial não precisa de ordem. É um elemento natural e obrigatório que deve integrar a personalidade do jornalista. E por ter pouca cultura, parte da imprensa da aldeia não entende o verdadeiro conceito de imparcialidade. Acha que indo contra nossos valores é ser imparcial.

Queda

É engano pensar que o Paraná está em queda por causa do técnico. E, porque agora mudou, irá subir. Acontece com o Tricolor o que acontece com todo o clube que improvisa time. Essa formaçao deve ser uma das dezenas que o Paraná já usou esse ano. Sem qualidade, uma verdade colcha tecida às pressas, chegou ao limite.

A torcida do Paraná que não se iluda. Ficar na Segunda Divisão, diante de todas as circunstâncias que se repetem há anos, já é um grande feito.

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