Quando terminou o Atletiba, Paulo Baier deixou de existir no plano existencial como jogador, morrendo. Nasceu outro: o Paulo Baier imortal. Ganhando a vida eterna, não mais está sujeito à morte na história do Atlético. Nos dois gols que viraram o jogo para o Atlético, mais que um toque humano pareceu ter um toque divino. Bem por isso, são gols que não devem ser escritos como fatos históricos. Foram gols que, consolando sentimentos amedrontados por uma derrota parcial, trouxeram uma alegria tão profunda, que devem ser contados como lenda.

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Feliz seria se acreditasse na vida após a morte, pois, dai, nem essa iria me fazer esquecer essa vitória. Essa nova geração de atleticanos deve guardá-la como um orgulho para contar, como a minha guarda e conta o 4 x 3 de 1971.

Perguntarão: e o jogo?

Baier foi tão grande, que foi o próprio jogo. O Coritiba começou jogando como se esperava, e deveria: fechado, explorando contra-ataques. Num deles, Robinho caiu na área cavando o pênalti que Júlio César converteu. Júlio César marcou. Mas quando os Coxas queriam ambientar o jogo no físico, com Chico e Escudero, sofreram a desilusão do quase. Mal sabiam que a bola tinha outros planos para a solução do jogo. Despertaram Baier, e o Atlético ganhou: 2 x 1.

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Heróis

A Policia Militar foi brilhante. Aparou no peito a briga entre as organizadas, que resultaram em feridos. O Atlético ainda vai pagar caro com essa rixa entre seus torcedores. A sua diretoria precisa se convencer que torcida organizada não é uma associação de torcedores, mas de gangues urbanas.

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