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O Brasil de Felipão não é e nunca será um time dos sonhos. Mas justiça se lhe faça, porém: é um time preparado para ganhar o título mundial. Não é porque ganhou da África do Sul por 5 x 0; tampouco, porque ganhou todas as partidas anteriores, inclusive o título da Copa das Confederações. É o jogo sem o desequilíbrio de variações. É o jogo equilibrado pelo aproveitamento das características individuais com a tática.

O jogo de ontem em Johanesburgo foi a síntese desse estado de equilíbrio. Mesmo que se dê um grande desconto à fragilidade da África, ainda, irá se concluir que a vitória foi produto das virtudes brasileiras. Do meio campo, em especial, de Oscar e Fernandinho, em particular, cuja capacidade de alteração de posições, criam espaços tornando o esquema flexível. A consequência é que a todo o momento, Neymar e Fred têm a bola em condições de marcar.

Dos paranaenses, Rafinha mostrou que pode ser uma opção. Mas Fernandinho, no segundo tempo, jogando mais à frente, mostrou ser mais do que uma opção. Mostrou que deve estar entre os meias que jogarão a Copa. Mostrou que não há nenhum jogador de meio campo na Seleção com seus recursos, que lhe dão a capacidade de exercer qualquer função. Some-se ao fato de que Felipão, às vezes, se agarra nas coincidências. Em 2002, quando parecia ser impossível arrumar o time, apareceu Kleberson. Agora, Fernandinho. Os dois não têm apenas como semelhança as características técnicas, mas o berço onde nasceram para o futebol, o CT do Caju.

Se for a última imagem que fica, no campo, o Brasil está pronto. Em sete meses Felipão fez o que os políticos não fizeram em sete anos.

Decisão

Como o Coritiba já está classificado para a fase eliminatória, o principal jogo da rodada do Estadual é de hoje à noite no Janguitão: o Atlético precisa ganhar do Maringá, pois do contrário, terá que depender de combinações complexas na última rodada. E se o Furacão não se classificar, o campeonato que já é fraco, vai definitivamente se esvaziar.

Mas para ganhar do Maringá, por ser um time de cobra criada, o Atlético tem que jogar mais do que jogou contra Jotinha, embora tenha feito a sua única boa partida.

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