Ilustre convidado

Da fornada dos Malucelli, Joel tornou-se o mais brilhante. Talentoso e inteligente, alcançou a ponta entre os empresários paranaenses. Mas nem por isso precisou, ou quis se afastar dos seus valores: Morretes, amigos e futebol. Com Juarez, seu primo, outro baluarte de virtudes, criou o primeiro clube empresa do Brasil, o Malutrom, hoje sucedido pelo J. Malucelli.

Sem domicílio fixo, improvisa São José dos Pinhais para jogar. Sem torcida, torna-se, então, uma espécie diferente do futebol brasileiro: ao invés de ter uma camisa que conta a história, um hino que canta o passado, usa a poderosa marca J. Malucelli como fundamento de vida.

É esse exótico time que hoje à noite, na Arena da Baixada, vai jogar contra o poderoso Atlético. Em tese, o jogo poderia sugerir uma rivalidade enrustida pela origem esportiva desse segmento dos Malucelli. Originariamente torcedores coxas, já choraram e já sorriram por derrotas e vitórias do Coritiba. A última grande conquista do Coritiba, Joel foi quem comandou, quando devolveu o clube à primeira divisão. Mas o ideal e a proposta empresarial trataram de intervir em sentimentos: os Malucelli que eram coxas, agora são apenas

J. Malucelli, pois aprenderam rápido que no futebol o amor não se divide.

Será um grande jogo esse da Arena.

Vila Capanema

Não foram poucas as mensagens que recebi de torcedores do Paraná. Assustados pelas notícias, temem que a ampliação e a revitalização do Estádio de Vila Capanema não passe de um blefe.

Pois estou certo de o Paraná devolverá Vila Capanema à sua torcida. Não acredito que a sua diretoria vá fracassar com o pretexto de que a torcida não ajudou.

O presidente Miranda, mais do que ninguém, está consciente de que a promessa se tornou uma obrigação, e tem que ser cumprida, independente da influência material do torcedor. Buscar outros recursos, inclusive onerosos, é uma atitude nobre confundindo-se com a própria causa.

Violência

Mais uma rodada do Campeonato Paranaense e, agora, com a renovação da arbitragem sob a suspeição de um motivo tão forte quanto a corrupção: a incompetência. O argumento de que são jovens é inválido. No futebol, a inexperiência é um dado relativo, por isso, quem sabe, joga em qualquer idade. Na arbitragem não é diferente: quem sabe apitar já aprendeu na escola. No campo só se aprende a malandragem para o bem ou para o mal.

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