Ilusões

A pergunta é: o futebol, às vezes, nos torna ingênuos ou egoístas? Não é raro termos consciência de que o time para o qual torcemos anda fraco, sem projeto de título e, por isso, jogando por jogar um campeonato. No entanto, lá vamos nós carregados de ilusão e esperança da vitória.

Veja só a torcida do Atlético. Sabe que esse time sub-23 é formado por uma geração fraca, com as exceções de Santos, Hernani, Harrison e Douglas Coutinho. Sabe que é comandado por ideias envelhecidas do seu treinador, mas correu em massa ao Janguitão para exigir uma vitória sobre o Londrina. Torceu, cantou, gritou, esbravejou e vaiou o time pelo empate (1 x 1). E até o seu presidente Petraglia, rompendo a paz pascoalina, demitiu o técnico no gogó, reconsiderando depois. Então, leitor: somos ingênuos em acreditar no descrédito, ou somos egoístas em exigir satisfações pessoais improváveis?

O Londrina deve ganhar o returno. E será justo, não só porque é o menos ruim dessa etapa, mas também para compensar o turno perdido nos erros de arbitragem. Deve decidir com o Coritiba. E os Coxas andam de mal a pior. Ganharam o jogo que perdiam de 2 x 0, outra vez, do primário Arapongas por causa de Alex, que marcou o terceiro gol. É para os Coxas perguntarem a Alex: “Coelhinho da Páscoa, que trazes para mim?”

Na Páscoa de 1995, foram ele e Ademir Alcântara, comandados por Carpegiani, que fizeram 5 x 1 no histórico Atletiba. O Atlético nunca mais foi o mesmo. Hoje é o maior do Paraná.

O Jotinha jogou fora as suas ilusões: Operário 2 x 0. Paraná Clube levou um banho em Paranaguá: Rio Branco, 2 x 0.

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