O Atlético voltou a ganhar. Na Baixada, do Nacional, lanterna desde que o campeonato começou. O placar de 7×0 impressiona, é verdade. No campo da paixão pode até sugerir que o time deu um passo à frente com o comando de Ederson Moreira. Engano: tratar a vitória como referência de evolução, mais do que uma ilusão, é uma mentira. É que nenhuma análise pode ser dissociada da miserabilidade técnica e individual do Nacional, um time de cara de suburbana. A conclusão de qualquer análise que se afaste do razoável é a de que o Furacão ganhou porque o contrário seria impossível. E a goleada tornou-se consequência natural, porque quando o time é fraco fica mais frágil com a derrota eminente.

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Dos gols, apenas o quarto, de Natanael, e o sétimo, de Hernani, tiveram a consciência do jogo jogado, e muito mais pelo brilhantismo isolado de Marcos Guilherme e Delatorre. De resto, a origem foi de bola cruzada: o de Gustavo, de Cléo, de Edigar Junior e o contra de Vitor. Pode ser contradição, ou pode ser a exigência de um realismo impossível. Sei que no futebol, como na vida, nada ocorre por acaso. Há sempre uma causa. E a causa da goleada, foi a pobreza do Nacional. Posso me iludir, mas nunca me enganar.

E nem se pode exigir de Ederson Moreira o passo que se esperava para a evolução do time. É preciso considerar que o novo treinador chegou em terra arrasada. Vitima da incapacidade administrativa, o Furacão tem que começar do zero um trabalho que deveria, à essa altura, estar em um estágio consolidado para as disputas nacionais.

E no máximo com esse time, sairá do zero para um, porque é impossível evoluir com Lula, Eduardo, Natanael, Hernani, Edigar Junior, o gracioso Nikão e essa safra sofrível de revelações forjadas para negócios. Quero confessar uma coisa: sei que é sempre importante ganhar, que é fundamental conquistar títulos. Mas as coisas no Atlético andam tão mal encaminhadas, que um milagre em Londrina pode ser usado como instrumento para continuar a enganação.

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Uma mudança que era necessária Ederson fez: liberar Marcos Guilherme para jogar pelo meio e mais próximo da área, desonerando-o de marcar lateral.

Jogando como meia, Marcos foi o melhor em campo.Amanhã eu trato de uma agressão que se praticou contra os atleticanos e a história do Atlético: a expulsão de Marcos Malucelli do clube.

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