Os números de planilhas internas do CT do Caju são assustadores. Em razão deles, há a conclusão, de que a partir de Doriva no seu comando técnico, o Atlético passou a ser um dos times que menos trocam bolas durante um jogo. E dessa conclusão há outra que assusta ainda mais: o Furacão só se mantém em uma posição intermediária, em razão de algumas defesas de Weverton, improváveis para um goleiro comum, praticadas em momentos decisivos das partidas.
A interpretação desses números remete à conclusão, que se não fosse o goleiro Weverton, o Atlético estaria com dificuldades na classificação. É possível, que em um dado momento, Weverton seja um goleiro comum. E, aí, o Atlético irá perder.
Existe conclusão acessória, mas importante: a falta de troca de passes, em razão de uma organização que agrupe os setores do time, está concorrendo para a queda de Marcelo, que até outro dia era o melhor atacante do Brasil.
Já há arrependimento de ter se prestigiado a proposta de Márcio Lara, “o Iluminado”, que foi a de assumir o comando de futebol que é remunerado (assim era Lopes) e contratar Doriva para treinador.
Uma derrota para o Santos, na Vila Belmiro, pode apagar muitas lâmpadas no CT do Caju.
Filme antigo
Coritiba 40 graus. Esse filme que começa a passar dá a sensação de ter o mesmo enredo daquele de 2009. Lembram? O Coxa não ganhou do Fluminense, a torcida organizada Império cumpriu o que havia prometido: invadiu o gramado do Couto Pereira e travou com a polícia a mais violenta batalha na história do futebol brasileiro.
Ontem, a mesma torcida, que foi perdoada e a quem o clube se aliou nas últimas eleições, foi ao CT da Graciosa e fez ameaças públicas. Uma batalha hoje em caso de fracasso contra o Vitória passou a ser um fato possível.
E, aí, o Coritiba não terá nenhuma tese de defesa que se sustente perante o tribunal esportivo. Em razão do perdão e da aliança recentes, a organizada é apenas um departamento oficial do clube.