Identidade

O futebol é uma fonte inesgotável de desculpas para uma promessa não cumprida.

Petraglia teria uma desculpa razoável porque o Atlético não tem o time de Série A que ele jurou que faria. O mercado é restrito às sobras, e em razão desse limite, faz arder o preço. Mas no caso do Atlético o que falta é a consciência de que o futebol, por ser um segmento especialíssimo, não dispensa sabedoria para dirigi-lo. Tornou-se um negócio caro para ser movido por especulações como foram Carrasco, Jorginho, e que continuam com Drubscky.

A orientação torna-se capaz pelo conhecimento, pela inteligência e pela honestidade. Veja só o caso de Carpegiani, que está próximo de devolver o Vitória à primeira divisão. Antes de o clube contratar em massa, pediu tempo para saber o que havia na base. Resultado: o Vitória vai subir com folga, com um time barato, com 8 jogadores criados no Barradão.

Marcelo de Oliveira, com quem nunca conversei, admiro por ser esse tipo de treinador. Para se alcançar objetivos é preciso de identidade. A de um time são os jogadores. Se não os tem, a figura do treinador ganha importância. É impossível ter identidade com Drubscky dirigindo Botelho, Derley, Henrique, Felipe e Marcão. O Atlético anda vazio, comum, melancólico. Contra o Ipatinga, chegou a ser vulgar. Temo que Petraglia tenha perdido o orgulho e a vergonha. A sua indiferença ao estado atual do futebol, está sendo fatal. Deveria corrigir o erro. Ainda há tempo. A quarta vaga está fácil.

Amanhã, no Janguitão, o Furacão deve ganhar do Boa. O perigo é continuar dirigido pela lei de Vampeta: faz de conta que tem um time e um técnico e a torcida faz de conta que acredita.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google