O Atlético vai decidir o returno em uma situação que lhe dá privilégios. A razão não se esgota no fato de que está na liderança isolada, e nessa situação é dependente apenas de si. A razão, talvez, nem mesmo os atleticanos sabem qual é. Digo-lhes: o Furacão é o favorito porque os outros continuam não acreditando nele. Nelson Rodrigues escreveria: “Negam-o da cabeça aos sapatos”.
Veja só a vitória de ontem sobre o Jotinha, no Janguitão, 1×0: porque fez um gol isolado com Douglas Coutinho, porque jogou bom tempo contra dez, porque recuou como se fosse pequeno, e porque o goleiro Santos foi o melhor em campo, defendendo pensamentos e pênalti, saiu sob uma saraivada de críticas.
Cabe ao Atlético continuar fingindo-se de morto. Ouvir e calar. Se falar, concordar. De repente até quem está a caminho, e que pode se apresentar como coveiro, acredita.
No Janguitão, Santos, o goleiro, foi o melhor. Como Alex foi o melhor do sábado, em um jogo que para golear o Rio Branco, o Coritiba não precisou correr, só andar com passos apressados e largos: 6×0. Foi tão fácil, que até Pereira e Escudero marcaram. No Atletiba, os dois melhores jogadores do campeonato: Alex e Santos. A pergunta é: onde será o Atletiba?
O Atlético não deve indicar o local. Seu direito de mando já foi subtraído. Qualquer estádio que indicar terá que negociar implorar, bater à porta como um pedinte. Aqui é a hipótese em que não se deve indicar, mas, sim vetar no exercício do direito.
O problema é da Federação Paranaense de Futebol. Ela é a única responsável por indicar e pelo que acontecer, porque em nenhum momento se preocupou em dar uma solução ao problema.