A humildade nos torna forte, aprendemos com a vida.

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Por ser humilde, o Furacão derrotou o poderoso Galo na Baixada, 1×0. A partir da consciência que os seus limites o tornavam inferior, o Atlético entregou a bola, entregou o campo, mas não entregou a alma. E com essa foi à exaustão. Marcou tanto, correu tanto, fechando tanto os espaços à frente da zaga, que seus jogadores terminaram a partida esfarrapados fisicamente.

Por isso e porque o gol da vitória de Douglas Coutinho foi um lance isolado, pode sugerir que uma vitória do acaso. Garanto-lhes que não foi. Por ser humilde foi o jogo proposto pelo Furacão. Desde o início ele não teve outra intenção, a não ser a de dar quase todo o campo para o Galo atacar, e usar um palmo de grama para contra atacar. E, foi aí que Nikão fez a jogada pela esquerda para Coutinho marcar.

Mas vejam só como o futebol às vezes engana, e dá a sensação de que o casuísmo é que resolve. Pois, os mineiros apesar do domínio do jogo, não criaram uma única jogada da qual poderiam buscar consolo para a derrota. O domínio não passou da entrada de uma área fechada por Otávio e Gustavo, obrigando-o a cair na vulgaridade da bola cruzada.

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Um clichê já surrado resume tudo: humilde, certo dos seus limites que não são poucos, o Atlético não queria mais do que uma bola. Ela surgiu e ele a colocou para dentro através do seu mais fraco atacante, Douglas Coutinho.

Gustavo foi o melhor em campo. A sua colocação perfeita foi a referência para o jogo de defesa. Depois dele, o menino Otávio.

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Perguntarão se o Atlético evoluiu.

Não evoluiu nada por ser impossível um time fraco evoluir.

Ganhou porque foi à exaustão física, virtude que serve ocasionalmente para ganhar um jogo. Não serve para se sustentar durante campeonato.