Não ouço mais programa esportivo no rádio. O som da Banda B, depois das 18h, é fraco e a Transamérica enterra uma excelente equipe pelo pretexto de ser “moderna”, com a figura estranha ao rádio sério, que é o ET. Talvez o profissional que faz o papel, em condições normais, seja excelente. Mas ele próprio está perdendo tempo na vida profissional. A figura que interpreta já foi usada de todos as formas e se esvaziou, segundo o seu próprio criador, o genial Steven Spielberg.

continua após a publicidade

Mas, de vez em quando, ouço o programa das 11h30 da CBN. O seu grande momento é quando Luiz Augusto Xavier faz o âncora para o comentarista Carneiro Neto. O resultado não poderia ser outro: extraordinário, porque Xavier e Carneiro são excepcionais.

Ontem, Xavier provocou Carneiro sobre o Atlético. Ancorou uma questão, para que o ouvinte ouvisse um resumo da verdade atleticana. A análise de Carneiro, simplesmente, remeteu o assunto para um fato surpreendente: a incapacidade de gerenciamento do futebol do Atlético não está somente maltratando o clube. Está repercutindo na imagem do maior dirigente (agora é a minha opinião) que o futebol paranaense teve em todos os tempos, Mário Celso Petraglia.

Carneiro está certo. Petraglia está maltratando a si próprio. Lembrei o que escrevi certa vez: a salvação de Petraglia está associada à salvação do Atlético. Não existe outro caminho: os dois se salvam ou os dois se afundam.

continua após a publicidade