Superar-se já não basta mais neste campeonato, quando pelos mais diversos motivos, todos os times têm que ganhar. Supera-se até a exaustão, às vezes. Mas chega um momento em que é preciso jogar com a bola, pois só assim o jogo poderá ir ao desequilíbrio.

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O Atlético correu como nunca no Beira-Rio. Quando avançou a marcação no segundo tempo, chegou a submeter o Inter ao seu domínio. No entanto, quando as ações ficaram iguais, e os espaços de Dênis Marques e Evandro sumiram, não tinha mais como e com quem jogar. A essa altura o Inter já havia marcado o terceiro, e a superação física era insuficiente para afastar outra derrota. E perdeu outra vez (3×2), incorporando o fracasso à sua rotina.

Como se tornou regra, era uma derrota previsível. E uma exceção imediata passou a ser impossível, porque não existe lógica em querer reconstituir um time com jogadores que há pouco estavam lutando para não cair para terceira divisão. Juliano, Cristian e Conceição há uma semana jogavam no Paulista de Jundiaí.

Quando se manda não sendo capaz, o resultado passa a ser temerário. Agora para não ser rebaixado, além de superação, será preciso rezar. E aí é que, talvez, esteja a salvação, pois fé foi o que nunca faltou para a maior torcida do Paraná.

Molhado e sonolento

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O jogo do Couto Pereira já não era bom quando começou a chover. Com a chuva de noventa minutos, o final sem gols já era esperado. Bem que o Fluminense teve o domínio da bola e até o benefício da arbitragem, que fez pênalti de uma falta fora da área. Douglas defendeu. Mas a posse de bola em gramado cheio de água nada resolve. O jogo, além de molhado, foi cansativo.

De primeira: O Paraná perdeu para a Ponte, perdeu o encanto, e agora definitivamente entrou em queda livre.

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