Provocam-me se a minha razão foi a de desprezo em não homenagear o doutor Mário Celso Petraglia pelo grandioso título do Atlético do Estadual. Meus principios católicos não permitem, e minha formação pessoal não recepciona o sentimento de desprezo. Mais ainda se para expô-lo tenha que rasgar a história. E sou daqueles que concorda com Churchill: “não há mal nenhum em mudar de opinião. Contanto que seja para melhor”.

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Apenas não citei Petraglia por uma razão que no fundo é a sua razão projetada por sua ambição: a conquista tem que ser proporcional a obra. Um título estadual – por mais espetacular como esse, em razão das circunstâncias (carência de sete anos e em cima dos coxas) – pouco acrescenta à grandiosidade de fazedor no Furacão. A conquista do Estadual não pode ser pretexto para descartar a responsabilidade de alcançar conquistas nacionais. Ser campeão do Paraná não dá o recibo de quitação das promessas. Petraglia foi quem acostumou os atleticanos a sempre exigirem mais, ao dar ambição a qualquer projeto. Bem por isso continua devendo uma conquista nacional: para a torcida e para si próprio.

Ressaca
A humilhação por um resultado no futebol não crava uma marca para sempre. Principalmente, quando anterior à ele há um histórico de vitórias. O impacto de um fracasso no futebol atual, de campeonatos sequenciais, é absorvido pela primeira vitória.
Não deveria ser diferente para o Coritiba. O verbo vai no condicional, porque as finais com o Atlético mostraram um time debilitado técnica e individualmente. Arrisco até dizer que, se o Jotinha não tivesse feito a bobagem que fez nas quartas de final contra o PSTC, ele teria grande chance de ser finalista.

A forma como perdeu o título para o Atlético só não continuará sendo um trauma se imediamente o Coritiba tiver consciência de que Kléber está certo: o time erra porque é fraco.

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Volta o velho drama: quem no Coritiba tem a capacidade de indicar as deficiências e buscar a sua correção? Quem manda continua sendo os mesmos que trouxeram os paraguaios. Inclusive o treinador Kleina.