O Atlético vai eleger no próximo dia 15 (quinta-feira) um novo conselho deliberativo, que escolherá um novo conselho de administração. São dois candidatos: Ênio Fórnea Júnior e Antônio Bettega. Eleita a chapa de Ênio, o Atlético iniciará a renovação de ideias e de propostas, na sua administração, a partir de Diogo Braz, que irá comandar um grupo de jovens nascido e crescido como geração Arena da Baixada. Todos comprometidos pelo amor e pelo ideal.
Eleito Bettega, o Atlético pode ser remetido ao caos. Dizem que o presidente será Mário Celso Petraglia. Ele até fala como presidente. Mas pode não ser, se depender da sua vontade real, que publicamente foi limitada à construção da Baixada. Portanto, a 18 meses.
A não disposição formal do cargo de presidente pode estar sendo usado como um artifício: usa-se o nome de Petraglia, mas depois de eleita a oposição escolhe-se um outro. Seria uma fraude eleitoral, sem dúvida.
Aliás, a previsão de que o Atlético corre um grande risco de ser comprometido em dívidas, no futuro, é objetiva. Petraglia levou para o seu lado, e nomeou-o diretor da sociedade que construirá a Baixada, o empreiteiro Bruno Lacombe Miraglia, um dos donos da Tibagi Engenharia e Construção Ltda. Petraglia convocou o amigo, desprezando o fato de que a Tibagi deve encargos tributários de R$32.170.058,80 para o principal e R$19.661.247,68 para juros – daí ter sido excluída do Refis ao pretender quitar esse montante com R$200,00 mensais.
Há também o fato de que a Tibagi é censurada nos órgãos cadastrais por emissão de cheques de valores irrisórios (R$120,00, por exemplo) não compensados por um ou outro motivo, mas, também, por falta de fundos.
São pessoas e empresas, assim, que serão levadas para dentro do Atlético, na hipótese provável do grupo de Petraglia ganhar a eleição.