Hoje, o futuro?

Se fosse possível viajar no tempo e voltar para épocas anteriores da minha vida, levaria o Atlético a Erechim para jogar outra vez com o Grêmio. Só para lembrar: para ser bicampeão do Brasil, o Furacão precisava ganhar apenas seis pontos dos nove que tinha para jogar. Aos 25 minutos do segundo tempo, quando ganhava do Grêmio, lanterna e já rebaixado por 3×0 (Denis Marques e Fernadinho 2), foi queimado na fogueira das suas vaidades, deixando empatar, 3×3.

Se pudesse voltar ao “Colosso da Lagoa”, não deixaria Petraglia discutir com Levir Culpi por causa de contrato, desconcentrando o treinador, que tirou Denis Marques ao invés de tirar Washington “Coração Valente”, que individualista, exigia a bola que era presa por Fernandinho e Jadson, para fazer gols e ser o maior artilheiro da história do campeonato. O bicampeonato brasileiro, que estava na porta da Baixada, era o futuro que há vinte anos se promete e não chega.

Eu sei: “Podemos vender nosso tempo, mas não podemos compra-lo de volta”, escreveu Fernando Pessoa. Mas buscar conselhos no passado de momentos importantes que vivemos (alegres ou tristes) pode ser uma maneira racional de tomar outro caminho.

O Atlético decide hoje a Primeira Liga com o Fluminense, em Juiz de Fora. O futuro prometido está na sua porta. Um título cujo simbolismo será imensurável, porque a Primeira Liga é de onde vai nascer a Liga Nacional.
Mas bem que os atleticanos, para alcançarem o futuro, não precisassem viajar no tempo voltando a Erechim para salvar o terceiro gol do Grêmio. Basta ganhar do Fluminense para que o futuro prometido entre na Baixada.
O Atlético precisa desse título da Primeira Liga.

Gravidade
A Federação Paranaense de Futebol virou um cartório, mas sem um corregedor para fiscalizá-lo. Agora, o Ministério Público quer que a Justiça tome providências contra a sonegação de documentos para provar que foi transformada em uma “entidade familiar”. Grave é a imprensa (o rádio, em especial) não repercutir diariamente esse fato. Enquanto não é oferecida a sentença na 9ª Vara Cível, é preciso que a imprensa faça o seu papel divulgando as provas do processo, que é público.

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