A Copa do Brasil é um torneio que deixa qualquer atleticano angustiado. Não pelo título perdido em 2013 para o Flamengo, mas pelos fracassos históricos, como o de 2015, quando na Baixada, foi eliminado pelo Tupi, de Juiz de Fora, time de terceira divisão.
Hoje o Furacão começa a jogá-la em 2016: contra o Brasil, em Pelotas. Boa vontade não faltou para a diretoria em formar um time com poder de competir. O que faltou é o que sempre falta: capacidade de tratar de um negócio que se chama futebol como jogo que se joga no gramado e não entre quatro paredes.
A permanência de Walter e a contratação do concorrido Vinícius são descompensadas por Tiago Heleno, Anderson Lopes e André Lima, com a insistência com Jadson, Ewerton e Giovany, e agora com as propostas patronais de Autuori, de fazer a transição de jovens, que acabou tirando Pablo do fundo do baú.
Com atraso de quase três meses, o Furacão começa a temporada de 2016, em Pelotas. Há um fato relevante: na primeira disputa, o Furacão nunca foi eliminado.
Vitória de Guardiola
Nós cronistas, às vezes, só vemos o óbvio, desprezando o essencial. E bem por isso, por mais que tentamos fugir, acabamos caindo em clichês. Um deles é afirmar que um técnico “ganhou o jogo”. Mostramos que de vez em quando, sabemos muito pouco do futebol como ciência.
O mínimo do nosso saber é suficiente para ficar emocionado com Pep Guardiola, como ontem, no jogo de Munique, em que o Bayer ganhou da Juventus, 4×2. Não se tem notícia nos últimos anos (já imagino dez anos) que um treinador tenha exercido tanta influência na vitória de um time, como Guardiola, nesta vitória alemã. Provou que é tão capaz, por ser tão inteligente e estudioso, e por isso audacioso, que projetou o seu time admitindo uma derrota durante o jogo. Raciocinando com a derrota (Pep só raciocina), já tinha a solução. Perdendo de 2×0, Guardiola virou o Bayer do avesso. Sem zagueiros, protegido apenas por meias, empatou e na prorrogação fez 4×2. A inteligência torna o homem singular.