Histórias

Há quatorze anos, o Paraná nasceu com duas identidades: rico porque detinha uma fortuna patrimonial, e o clube do futuro. A fortuna eram dois milhões de dólares e o futuro era o ano 2000. O seu nascimento coincidiu com a vida mísera do Atlético, cuja desgraça definitiva só não ocorreu em razão do idealismo de alguns homens e do amor de sua torcida.

Domingo, Atlético e Paraná jogam na Arena da Baixada. As posições extremas, o Atlético na liderança e o Paraná correndo como um louco do rebaixamento, revelam uma verdade: a vida humilde do Atlético e a sua sobrevivência em razão de sua torcida, não o deixaram viver como um pródigo de ilusões. Antecipou o futuro e tornou-se rico. Já foi campeão do Brasil e é o grande favorito para o bi. Seu patrimônio constituído pela marca, Arena, CT do Caju e vínculo de jogadores bate nos cinqüenta milhões de dólares. O inverso é verdade, também: o equívoco do Paraná foi acreditar que tinha dois milhões de dólares e que o futuro já havia chegado.

Longe de querer praticar-lhe menosprezo. Apenas provoco lembranças para as diferenças que surgiram nestes quatorze anos. Exalto-o porque, apesar dos desmandos, preservou a sua dignidade para lutar pela vida. Talvez, a exata diferença esteja no objetivo dos dois neste campeonato.

Por isso, na Arena, não teremos apenas choque de futebol, mas choque da própria história.

Convocação

Existia entre os atleticanos, uma tênue esperança pela convocação de Jádson ou Dagoberto por Parreira. Não foi desta vez, embora o Atlético seja o líder absoluto do campeonato. Vejam o caso da lateral-esquerda. Adriano, do Coritiba, é bem melhor do que o pouco razoável Maxwel. Só que este joga no Ajax.

Por mais que Jádson e Dagoberto sejam referências de desequilíbrio, por enquanto não sensibilizam o treinador da seleção brasileira. Jogando na Europa, qualquer um dos dois mudará a opinião do técnico.

Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias do estado do Paraná!
Seguir no Google