Atlético x Peñarol, hoje à noite na Baixada, não é pouca coisa. O caráter amistoso do jogo submete-se à rivalidade (e aí inclui-se a Argentina) nascida em 1851 na Guerra do Prata.
O Peñarol é a mais nobre linhagem do futebol uruguaio. Não em razão de classe social, nascido do sentimento ferroviário. Mas em razão da sua história. A sua soberania começa pela camisa com as cores amarelo e preto revezando-se em linhas verticais, considerada uma das mais belas do futebol mundial. Com cinco títulos da Libertadores e três títulos mundiais, seu histórico é uma obra que não precisa de retoque. No Peñarol jogou o maior ídolo uruguaio, o zagueiro Obdulio Varela, e o maior craque da história do país, Pedro Rocha.
É toda essa história que estará hoje à noite na Baixada. E, contra o Atlético, que tem a mais bela história do recente futebol brasileiro. Estreando Jonathan, Felipe Gedoz e Luís Henrique, e à espera de Carlos Alberto e Grafite, vai mostrar um lado da face que usará na Libertadores.
Vila Capanema
O Paraná mostra hoje a sua nova versão jogando contra o Avaí, pela Primeira Liga. Há um simbolismo forte nesse jogo: o estádio de Vila Capanema está fazendo 70 anos de história. O simbolismo não está nos anos de vida, mas na dúvida que atormenta a torcida: quantos anos mais fará a Vila Capanema diante da ameaça de uma sentença, que executada, tira-lhe a posse?
Um novo diretor – que, parecendo ter um cheque em branco, trouxe um novo técnico e os jogadores que quis para formar um time. A idéia é que mantém-se o velho ciclo vicioso, o de se contratar um caminhão de jogadores, desprezando-se a lição básica de que o improviso no futebol é fatal.
Mas também é preciso considerar que 2016 no campo foi um ano perdido pelo Paraná. Nada restou o que o obriga a aumentar o risco do erro, que ocorre quando se contrata um time inteiro.
É preciso ter um pouco mais de paciência com o Paraná.
Mais tarde
Com poucas variações, que não atingem o núcleo da proposta, o Coritiba aceitou a proposta feita por Ronaldinho Gaúcho. Agora é o ex-jogador que resolveu segurar o Coritiba pela rédea e se oferecer em outras terras. Ronaldinho responderá só no início de fevereiro. O tempo, por mais curto, esfria esse tipo exótico de negócio.