Estão ambientando em um clima de romantismo esse jogo entre São Caetano e Atlético, em São Caetano do Sul. Esse clima forma-se por que bate a lembrança do jogo final da decisão do Campeonato Brasileiro de 2001, no qual o Atlético ganhou o título. Lembrança, que, aliás, pelos fracassos técnicos que se seguiram, em especial o de 2004 com Petraglia, e depois do rebaixamento em 2011, com Malucelli, vai ficando cada vez mais distante.
Há uma exploração do sentimento e uma violação à história. Desprezam-se as circunstâncias de cada jogo: o de 2001 serviu para imprimir a marca mais nobre de conquistas da história do Furacão. Esse, de sábado, é para evitar que seja impressa a marca definitiva da decadência, não reprimida pela falta de capacidade na gestão de futebol do clube.
O Atlético está na situação atual por que se contentou com o passado. Bem contada, a história, às vezes, parece que ficou paralisada naquele dezembro de 2001. Ele tem é que ganhar do São Caetano, voltar à Primeira Divisão, e não contar na história sobre esse jogo de sábado.
Panfleto
O panfleto contra o jornalista Airton Cordeiro, e que faz ironia com o meu nome, não tem nada de apócrifo ou anônimo. Foi assinado por um movimento chamado Mobilização Atleticana, que foi criado por proposta do conselheiro Doático dos Santos e aprovada por unanimidade pelo conselho deliberativo. E, se não bastasse esse fato, há o Estatuto do Torcedor, que estabelece a responsabilidade objetiva do clube. Por ela, qualquer fato ilicito que ocorra dentro do estádio de mando, é sua responsabilidade.