Acabo de ler “Alex, a Biografia”. O livro escrito por Marcos Eduardo Neves conta a história de Alex, que até um dia desses nos provocava o romantismo quando o futebol era uma arte. Contar a história depois de fazê-la é fácil para um ídolo.
Dificil é fazê-la. É dificil não se extraviar. É que quando o jogador começa, o faz com a ilusão de que não haverá derrota, só vitória. E é a derrota, como escreveu Carlos Drummond de Andrade em “Quando é dia de futebol”, o instrumento de renovação da sua vida. É preciso ser grande para compreendê-la.
A sensação que domina o leitor, após o texto de Tostão da contracapa, é a de que Alex vive intensamente todos os fatos, que parece ter precisado da eternidade, sem o direito de ponto final. A lição final do livro lembra Charles Chaplin: a vida é maravilhosa se não se tem medo dela.
Hoje, às 17h, na Livraria Curitiba do Shopping Barigui, Alex estará lançando o livro que conta a história da sua vida.
Craque
A nova geração de coxas sabe que o treinador Pachequinho, esse aí que está os salvando da segunda divisão, jogou no Coritiba. Mas não sabem o tanto que jogou. Ponta-esquerda nato, sabia criar, driblar e fazer gols. Poderia ilustrar mais a sua história se, ainda jovem, não tivesse contusões sérias nos joelhos. Se a revolução da medicina esportiva fosse um pouco antes, Pachequinho teria ido bem além do que foi.
Grama
Provocam a minha opinião sobre a mudança na Baixada, da grama natural para grama sintética. Respondo que não tenho uma opinião, por não poder tê-la: não entendo de grama. O que eu entendo é que o Atlético precisa dar uma solução definitiva no gramado da Baixada. O que não pode é ficar como está, e que é pouco diferente do passado. O fato de a mudança ocorrer antes da eleição só poderia ser questionado se a oposição de forma cientifica demonstrasse que é o possível dar uma solução definitiva com a grama natural.