Os coxas foram para Couto com o coração na mão, parecendo com medo da vida. Saíram de lá parecendo que tinham descoberto o gesto do sorriso. Mas sofreram e bastante, e isso não podem negar. Quase provocaram o sentimento de pena. E, não foi porque em algum momento correram o risco de perder, mas porque correram o risco de não ganhar do pobre Palmeiras. Até que uma bola disputada com vigor e com falta por Alex sobrou para Zé Love, que marcou. Sem o peso do medo, teve imediatamente a consequência deste gol: o segundo de Joel, que passou pelos pés de Alex: 2×0.
E, ai, os coxas festejaram como ganhando o jogo contra o medo. Desta vez escaparam da Segunda. Todos eles vão dizer que a vida é maravilhosa. Charles Chaplin certa vez respondeu: “A vida é maravilhosa se não se tem medo dela”.
Vitória
A soma do espetáculo dado pelo goleiro Weverton com três defesas na linha do gol, os dois pênaltis para o Bahia que o arbitro não marcou, um gol contra de Fahel, e um golaço de Bady só poderiam dar um resultado: vitória do Atlético, na Fonte Nova, em Salvador, 2×1.
E o Furacão não precisou jogar mais do que sabe. Ao contrário, jogou até de menos. Marcou quando era superior, e não sofreu porque tinha Weverton em noite de imortal, e porque o árbitro não estava disposto a cumprir a lei do pênalti.
Não precisando sequer ir ao seu limite que é de pouco alcance, o Furacão irá terminar entre os dez primeiros. Para competir com o grupo de frente não precisava de muito mais. Mas como o seu futebol há anos vive do improviso e da especulação, sempre fica o sentimento de que poderia ir mais em frente.
Para um grande como é o Atlético esse sentimento deveria ter o efeito do desconforto.
Weverton foi espetacular.