É madrugada. Dominado pela paixão, com o relógio batendo a uma da manhã, quero escrever sobre a vitória do Atlético. Vou escrevendo, jogando com as palavras, batendo de frente com a emoção.
Mas sei lá o que escrevo. E não importa o que escrevo.
O que importa é o Atlético.
Ganhou do Santos com sobras, 2×0.
Na madrugada, decidi com ?Vamos para Guadalajara ver o Atlético jogar?.
Na grama que Pelé jogou, vou ver Aloísio jogar.
Vou ver o fabuloso Cocito, Fabrício, Lima e Danilo. Seja com quem for, vou ver o Atlético em Guadalajara jogar.
Sem paixão, afastando-se da emoção, sejamos sinceros. O Atlético foi ou não foi fantástico neste jogo da Vila Belmiro? Posso responder por todos: mais do que fantástico, foi um espetáculo. Não sei se nos últimos oitenta anos de vida, foi tão brilhante. Tinha o empate como sobra, mas com sua mística sobrou na vitória.
Vamos ao jogo.
O Atlético construiu uma armadilha e o Santos nela caiu.
Pensou que jogaria contra um time cheio de medo e se surpreendeu: o Atlético com Cocito dominou o meio, foi ao ataque, e com Aloísio decidiu o jogo no primeiro gol. O segundo do mesmo Aloísio, no segundo tempo, foi apenas o corolário da soberba exibição atleticana.
O Santos ficou sem desculpa e sem história para contar.
Já é madrugada. Cravado, 1h25 da manhã quando escrevo.
A emoção também cansa.
Encontros
Já é dia e estou entrando no elevador do Foro.
Encontro um juiz, torcedor do Coritiba, que pergunta: ?Está feliz, não é Mafuz?? Respondo: O senhor está triste, não é, doutor?
Encontro o brilhante criminalista Juliano Breda, emocionado com o Atlético. Diga aí Juliano: ?Não existe nenhum fato tão fabuloso na história do Estado do Paraná como essa campanha do Atlético. Já superou, inclusive, o Cerco da Lapa?.
Perguntar não ofende: de quem é a estrela, de Petraglia ou de Fleury?