No último 19 de junho, quando tratei da contratação do treinador Doriva pelo Atlético, escrevi: “É a mudança desnecessária e repentina que provoca a apreensão. O time e a torcida se deram bem com Ávila. Por que correr o risco com um técnico, que pelas circunstâncias terá que ganhar imediatamente como o interino fazia? Como em todos os atos do presidente Mário Celso Petraglia há sempre um componente que não se pode ver, por enquanto Doriva é mais uma aposta. Apostas como essas, no Furacão, já é histórico, sempre se transformaram em uma aventura mal sucedida”.
Não bateu um mês que Doriva chegou e a torcida já revela impaciência. O próximo jogo contra o Botafogo perdeu a naturalidade. Será jogado num ambiente de cobranças do treinador e de Petraglia. Podem pensar que não haverá pressão, porque a torcida estará fora e a Baixada vazia. Enganam-se. Tratando-se de Atlético há fatos, que às vezes, se transformam em extraordinários e podem não ter explicação. Lá, o silêncio do vazio, às vezes, pode ter mais força como pressão do que 40 mil pessoas gritando.
Para que a contratação de Doriva não se transforme já em aventura mal sucedida, uma vitória sobre o Botafogo se tornou obrigatória.
Prodígio
Há uma notícia no mínimo que prova que a administração do Paraná se tornou temerária. O clube propôs a locação de um centro de treinamentos de um particular (Barcelos) por 4 anos. Pergunto: o que é feito da Vila Olimpica? Será emprestada para o bispo Macedo, como fizeram os Martinez com horário da CNT? Sem uma resposta séria, quem não tem dinheiro para as despesas mais elementares de uma instituição, o gasto se torna um ato irresponsável.