Gravíssimo

Escrevo sem saber se Adilson Batista pediu demissão do cargo de treinador do Atlético. Como o conheço como uma pessoa e um profissional sensato, presumo que se não pediu demissão irá imediatamente fazê-lo. Do contrário, não será justo com si próprio. Seu time está há cinco jogos sem vitória no Brasileiro, é o vice-lanterna do campeonato, tem uma defesa das mais vazadas e o ataque, por fazer apenas um gol, é o pior de todos.

Em Florianópolis, o Atlético perdeu outra vez. Agora, para o Figueirense por 2 x 0. Falei com um dirigente e ele argumentou que o time também não ajuda. Absolutamente correto.

Mas é exatamente por isso que o problema do Atlético deixa de ser grave e se torna gravíssimo. A importância de um treinador não está apenas em fazer um time jogar bem. Ao contrário, nessa situação é uma obrigação fazer jogar. A intervenção de um treinador torna-se relevante quando ele precisa atuar sobre as deficiências individuais do time. E Adilson não está conseguindo enfrentar esses problemas. Ao contrário, agrava-os.

Ontem, o Atlético jogava mal e foi para o intervalo perdendo por 2 x 0 contra o fraco Figueirense. Para substituir Paulinho na esquerda, usou o medíocre Robston e deslocou Marcelo Oliveira para a lateral. Robston errou sete dos sete passes que se obrigou a fazer. E, ainda, trocou Guerrón por Adaílton. Às vezes, seis é menos ruim que meia dúzia.

O time de Adilson, em 97 minutos, criou uma única chance de gol, com a bola de Paulinho – o mesmo que foi substituído – e que Nieto jogou fora. No segundo tempo, quando foi alterado para atacar, não criou uma única oportunidade.
Um dia desses, Adilson pediu mais dois meses para ser avaliado. O Atlético não pode esperar nem mais um dia. Adilson tem que ser razoável.

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