A camisa do Juventude foi exposta na televisão e o apresentador, propositadamente, fixou-se em um mesmo dito: “Esta é a camisa do Juventude, que será derrotado pelo Atlético em Caxias”. Se fosse uma vez, seria uma opinião; mas, foram várias vezes com o objetivo direto de provocar uma situação de constrangimento contra o líder do campeonato. É um velho expediente, que parte de uma hipótese possível mas incerta, que é a vitória para se alcançar um outro objetivo, que é a derrota querida pelo Santos.

É grave e ostensiva a manifesta intenção de querer remeter a campanha do Atlético para um ambiente de dúvidas. Para isso provoca um extinto, julgado e revisado relacionamento com um ex-diretor de árbitros, e uma relação presente com o presidente Ricardo Teixeira da CBF. Não é justo atrelar um passado temerário, com as vitórias presentes do seu time dentro de campo. No caso não é justo usar as relações de poder como a causa da excepcional campanha que dá a liderança absoluta ao Atlético. É violentar os poucos valores que remanescem do futebol, que são a estrutura quase científica criada a partir de sacrifícios pessoais há dez anos, revelação de valores, e trabalho diário e contínuo para se alcançar vitórias. Não se ambienta uma liderança absoluta com quatorze partidas invictas, a não ser com virtudes originadas do trabalho dentro de campo.

O mais grave é que se fica quieto diante destes fatos. Só existe ação quando convém, como se o homem tivesse várias honras graduadas de acordo com o momento da ofensa e o tamanho do ofensor. Ontem, no Atlético tinha a obrigação de intervir contra esse ostensivo propósito de criar o ânimo de prejuízo. É quando a omissão torna-se mais grave que a intenção.

Às vezes o bom cabrito é aquele que berra.

continua após a publicidade

continua após a publicidade