Com um centímetro a mais, Alan Bahia jogaria na Europa, disse uma vez Mário Sérgio Pontes de Paiva. Se cresceu, não sei quanto. Pelo futebol que está jogando, ganhou altura de gigante.
A máxima de que o grande jogador nasce sabendo, não é absoluta. Alan Bahia é um exemplo: com pouca consciência de marcação, não ia além do desarme. Bastou o prestígio na posição de um ano e o resultado é este que a todos surpreende: consciente na marcação, excepcional no desarme, e agora convencido de que sabe jogar, já não tem medo do risco de ir para o jogo.
Não acreditava em Alan, confesso.
Ironizava-o ao seu maior fã o Desembargador Ruy Fernando Oliveira. O futebol é assim mesmo.
Propõe-nos lições que, às vezes, lembram o conto da carochinha. O entanto tornam-se lições de vida.
Vejam a história de Alan Bahia, que mesmo não crescendo aquele centímetro que precisava tornou-se grandioso, que vai bem além de ser grande.
Diferença
Jogar o último jogo da final em seu estádio é um privilégio, ninguém pode negar. Não significa favoritismo e que vá ganhar. Esta final entre Atlético e Coritiba tem um aspecto diferente, a partir da neutralidade do Pinheirão, que dá mais autoridade ao Atlético no mando do segundo jogo.
Dirão que o ano passado o Coritiba ganhou o título na Arena.
São situações absolutamente diferentes. Ganhou porque já havia usufruído o benefício de jogar no Couto Pereira, seu estádio. Ganhou porque tinha um time que centrava o seu jogo em Adriano, Aristizábal, Luís Mário e Tuta.
Por isso, o jogo do Pinheirão só encaminhará o campeão, se o Atlético ganhá-lo.
De primeira: É fato notório que o Atlético cedeu os direitos sobre o nome da Arena, que não se confunde com o nome do clube. Então, identificá-lo como ?Atlético Kyocera? é um manifesto propósito de ofensa à instituição.