Era líder, por ser o melhor. Agora, pelo seu jogo contra Paraná e Cascavel, é líder por ser o menos ruim. E assim o Coritiba leva, no mínimo, a sensação de insegurança para o jogo de Arapongas.
A explicação da queda começa com a ausência de Leandro Donizete. Com ele, havia marcação e a retomada da posse de bola. Esvaziada essa função, Léo Gago ficou bem longe de Marcos Aurélio e o outro meia, que deve ser Rafinha. Mas não é só isso.
Ao imprimir um modelo baseado em suas ideias, o treinador Marcelo Oliveira está obrigando o time recomeçar. Não há coerência. Por não ser preciso, há incoerência. Nenhum treinador é obrigado a alienar-se a ideias alheias, em especial se são anteriores. Mas se essas eram corretas, e ainda presentes, deveriam ser preservadas.
Um fracasso em Arapongas, que passou a ser possível, pode desencadear outra sensação na torcida do Coxa.
Baixada
Para arredar-se da crise técnica, e não ser pressionado para demitir o treinador Sérgio Soares, o Atlético precisa ganhar o jogo da Baixada, contra o Roma. É aí que surge um grave problema. A vitória contra o pequeno Roma resolve o problema do comando do futebol, mas não da torcida. Enquanto aquela ganha um argumento para não demitir o técnico, a torcida atleticana vai se iludindo com vitórias por obrigação.
A saída de Manoel por suspensão cria ainda mais insegurança no setor defensivo. Gabriel é lento, pesado, o que limita a sua atuação em uma faixa do setor. Douglas Costa seria a melhor opção.
Fransérgio deveria mesmo ganhar outra chance, mas ao lado de Deivid – saindo o inoperante Alê. Mas Alê e Marcos Pimentel são jogadores do técnico.