À noitinha, o Coritiba, na zona de queda, joga no Couto Pereira contra o Internacional. Depois, o Atlético já com o risco de entrar nessa zona, joga no Canindé contra o Corinthians. Então é fato: nem bem começou o campeonato, as torcidas que dividem a cidade têm todas as razões para sentir angústia, e nenhuma para terem esperanças.

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Não há dúvida: o time do Coritiba é fraco, não há como duvidar. Mas essa verdade está tornando cômoda a situação do treinador Celso Roth. Se o time é fraco, Roth, não fez nada para melhorá-lo com organização para compensar as deficiências individuais. Ao contrário, já pode começar a ser questionado. Há falta de qualidade no ataque, mas não há falta de gols. Há uma zaga razoável, que vem sofrendo gols. De repente, vai-se concluir que o problema está na organização tática, que expõe a defesa.

O jogo não é só importante para o Coritiba. É também para Roth.

Depois dos coxas, vem o Atlético. Com um técnico improvisado, no Canindé contra um Corinthians, também, à beira de uma crise. Arrisco em dizer que o Atlético pode até perder e será natural. Mas não será o time indolente como era com Miguel Ángel Portugal. É natural a reação positiva sob o aspecto emocional dos jogadores, quando não acreditam nas ordens treinador. E ninguém acreditava em Portugal.

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Aliás, esse fato sendo constatado, a diretoria será obrigada a rever o trabalho de Antonio Lopes e Márcio Lara no comando do futebol. Lopes porque já não tem disposição para o trabalho, e Lara, embora tenha, ainda não sabe o que é um negócio chamado futebol.

Quando se imputa indisciplina pessoal e rebelião contra as ordens táticas do treinador é prova objetiva da falta de comando, por falta de se dar o respeito.

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