Grande vitória

No Janguitão, Atlético 3 x 1 Avaí. O Atlético jogou ontem o que havia jogado para vencer o ABC, em Natal. Nada mais, nada menos. Acontece, que toda a vitória, quando aproxima o time da volta à Primeira Divisão, é uma grande vitória. Na Segundona, não se joga para entrar na história. O jogo é outra coisa e, por isso, pouco importa. Escrevi ontem: o Atlético está numa fase que não lhe permite querer fazer mais do que pode, se a vitória é o limite. Todo o futuro se resume ao próximo jogo.

Nesta vitória, o Furacão jogou mal. Às vezes, pela autossuficiência provocada pela fragilidade ostensiva do Avaí, que jogou bom tempo com dez jogadores, às vezes por um incompreensível desinteresse. Mas ganhou, eis o que interessa. De um time comandado por Drubscky, que tem Maranhão, Henrique, Felipe, Marcão e Wéverton (chamou outro gol) não se pode esperar muito mais do que está fazendo.

Se o que o Furacão jogou é pouco para ganhar do Vitória no próximo sábado, é apenas hipótese, a qual no futebol é irrelevante. É um outro jogo, e como dizem os jogadores, é na na Segunda Divisão. Mais do que nunca vale o velho clichê: cada jogo tem uma história. João Paulo e Marcelo foram os melhores em campo.

Gatilho

Quando chegou, Deivid provocou especulação sobre o seu salário. Se é verdade que ganha um fixo e uma remuneração por produtividade, está hora do clube acionar o gatilho do bônus. E chegar ao máximo, pois Deivid simplesmente salvou o Coritiba da Segunda Divisão. Esse modelo de contrato, adotado em geral na Europa, e em especial na Alemanha, deveria ser mais frequente no Brasil. O ônus quando se transforma em bônus, só traz vantagens para o clube e para o jogador. Os Coxas jogam contra o Náutico, no Couto Pereira. Se há ainda temor do rebaixamento, esse é o jogo para afastá-lo.

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