Quando a eleição de uma diretoria em clube, torna-se indiferente, das duas, uma: a indiferença é uma fuga da responsabilidade de outros, ou é pelo fato da situação atual, independente de razão, não poder ser alterada.

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Pelos estatutos do Atlético, no próximo mês os sócios deverão escolher os novos conselheiros, que escolherão os novos membros do Conselho Gestor, que escolherá o presidente. No entanto, não se toca no assunto.

É um silêncio, que pelos mais diversos motivos, leva a uma conclusão: Mário Celso Petraglia deve continuar o grande senhor do Atlético. Sou daqueles que me alio a esse silêncio, mas sem renunciar ao direito de censurar a atuação do grande senhor no trato do futebol.

O Atlético está entre os maiores do Brasil, não há dúvida. Mas o quinto lugar que lhe acena no campeonato, é prova inequívoca de que bem planejado no início da temporada, estaria disputando o título. Se não ganhou conceito técnico definitivo de campeão, ganhou carisma para as grandes disputas. Seu histórico bem recente lhe dá um vice-brasileiro, perdido ingenuamente pelo técnico e os jogadores em Erechim, um vice da Libertadores, cujo direito ao título foi subtraído pelo poder contrário, um estadual e agora a classificação para a Sul-Americana.

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Mário Celso tem que continuar mandando. Mas não em um cargo fantasioso, que por sua natureza nunca teve poder de decisão. Deve mandar correndo o risco público do exercício pleno do mando e do senhorio.

Nos próximos dois anos, o Atlético, é bem possível volte a ganhar um título nacional. Neste período, é certo, finalizará a Arena da Baixada. Por isso Mário Celso precisa ser presidente-presidente. Aí a sua obra estará completa para si próprio, permitindo um término glorioso da sua biografia, autorizada ou não.

Equívoco

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A auto-suficiência não tem origem na condição social de uma pessoa. Ela pode decorrer de um momento pouco esperado, de um fato eventual ou da ruptura da humildade.

Vejam o caso do Paraná. Alguns torcedores já não se conformam com uma derrota para o Flamengo, o clube rompe parceria que não tinha cláusula de exclusividade, e que o sustentou nos últimos dois anos, e alguns dirigentes esnobam em entrevistas.

A falta de humildade pode ser fatal.

Existe um exemplo grande e atual nas barbas tricolores.