Grande e único

Não é desprezo às nossas coisas, embora elas estejam pequenas demais. E por estar saudoso de ver futebol, procurei por Robinho. A graça do jogo não demorou muito, porque o menino é tão extraordinário, que parece que ser o único em campo. O jogo e o resultado tornam-se previsíveis e todos outros jogadores absolutamente comuns, quase vulgares. O argentino Tevez torna-se pequeno diante de tamanha grandiosidade. O Santos ganhou do Corinthians, 3×0.

Uma interpretação igual a Robinho, só mesmo fora de campo. Nas telas, Jamie Foxx como Ray Charles.

Inesquecíveis.

Vitória

O Coritiba não precisava jogar mais do que jogou para ganhar do Paraná, 3×1. Nem se poderia exigir mais, porque não se sabe se é capaz de jogar mais do que jogou.

Às vezes as virtudes de um time são desprezadas e absorvidas pelos defeitos do outro. Talvez tenha ocorrido esta contradição no jogo do Pinheirão: o Coritiba jogou bem é verdade, mas foi mais ostensiva a ruindade do Paraná.

Mas não é justo associar a vitória dos coxas só à fragilidade tricolor.

Teve alguns momentos que o time de Lopes foi brilhante.

Marquinhos, Vital e Ricardinho jogaram agrupados e com a mesma precisão que trocavam bolas no meio campo, davam velocidade. O Paraná que já é frágil, entregou-se logo. Em situação diferente, o goleiro Flávio superaria a dor.

Os paranistas pareciam jogar contra Paulo Campos, seu técnico.

Lógica A rodada não teve surpresas. Nem a derrota em Rolândia do improvisado Atlético. Dos times do interior, o Iraty chegou a liderança, mostrando que o futebol pode ter objetivo empresarial, mas sem se afastar do benefício social. Ganha-se o pão com o futebol. Mas não se deixa de oferecer circo ao povo da cidade. Há anos o Iraty tem um trabalho contínuo, sem fazer do futebol uma eventualidade de interesse. A Adap está no mesmo caminho.

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