Espera-se tão pouco do futuro do Coritiba neste Brasileiro, que a Segunda Divisão, por aqui, começa a se tornar mais importante como notícia. Pode parecer paradoxo, uma figura de linguagem, mas é verdade: Atlético e Paraná, neste momento, buscam um objetivo mais nobre, que é uma vaga para a Primeira Divisão.
Hoje, o Coritiba não tem outra coisa a fazer a não ser mudar a tendência de queda, que, desta vez, não se trata de fase ruim, para a qual basta o trabalho para ser superada. Trata-se de fragilidade, que decorre do fim do ciclo desse time, que falhou nos momentos decisivos. Dar uma importância maior à Segunda Divisão é a prova de quanto andamos pequenos. Mas é o nosso mundo e dele não podemos fugir.
Em Paranaguá, Atlético e Vitória devem fazer um grande jogo. Confronto direto por uma vaga, estilos de jogo parecidos, e que dão preferência em proteger-se, atacando. O time baiano, como qualquer outro comandado por Paulo César Carpegiani, joga com três atacantes. O time atleticano começa a ganhar vida com Jorginho, por usar os laterais e, pelo menos, Marcelo pelos lados. A saída de Baier para a entrada e Ligüera aumenta o alento.
Se é verdade que o Paraná precisa ter uma prova de fogo – entendo que já teve -essa é hoje em Criciúma. Confronto direto por vaga, com estilos de jogo parecidos, que é o contra-ataque.
O Coritiba fica para ocupar a tarde de domingo. O jogo contra o Bahia, em Salvador, não pode ser enfrentado como um jogo qualquer. Um novo fracasso vai aumentar a impaciência da torcida. Impaciência, aliás, que tem boa dose de razão.