Mal tinha surrado o Grêmio pela Copa do Brasil, o Atlético voltou a bater um gaúcho: agora, o Inter, por 1 x 0, pelo Brasileiro. Pode parecer ironia, mas não é: sempre haverá graça em uma vitória sobre os gaúchos. Só assim iremos conseguir tornar mais amena a nossa submissão histórica no futebol. Para os nossos dois títulos brasileiros, os gaúchos juntos têm cinco, mais quatro da Copa do Brasil e dois mundiais.

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Mas a alegria eventual também faz bem. Aliás, é dela que vivemos.

O atleticano saiu de alma lavada da Vila Capanema. Sentiu no corpo a água de São Pedro e, nos olhos, o jogo equilibrado do Furacão de Mancini. Indico Mancini como referência, porque ele conseguiu o que está sendo raro, que é estabilizar um time em nível competitivo, sem nenhum risco de cair pela variação natural provocada pelo futebol.

Nesta vitória sobre o Inter, o Atlético alcançou esse estágio, usando da inteligência tática. Sem a ambição de ganhar a qualquer preço, esperou o momento para chegar ao gol colorado. E o fez ainda no primeiro tempo, usando da rotina: Éderson, jogando como um ponta antigo, aberto, veloz e driblador, cruzou para Dellatorre marcar.

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Sobrando no segundo tempo, criou oportunidades para fazer um placar clássico, perdendo as chances. Mas as sobras eram tantas, que não correu nenhum risco de sofrer o empate.

Dellatorre, que me provocava arrepio, agora me provoca curiosidade. Já não é a primeira vez que o seu jogo discreto, às vezes acessório, é importante para o time. Inteligente, com deslocações, cria situações imediatas para o Atlético marcar. Isso quando não é ele que marca. Ontem foi o melhor em campo.

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O segundo lugar é o estágio justo para o Furacão.