Gerações

O meia Zé Roberto, do Grêmio de Porto Alegre, 39 anos, é o melhor jogador em atividade no futebol brasileiro. O goleiro Rogério Ceni, aos 40 anos, é o único ídolo que restou no São Paulo. O atacante Emerson, aos 33 anos, é quem a torcida do Corinthians confia para decidir partidas. Entre nós, há duas supremacias: Alex, com 36 anos, no Coritiba, e Paulo Baier, com 37 anos, no Atlético.

Essa geração não é melhor em razão da experiência dada pelo tempo. É melhor porque foi criada numa época em que o jovem era submetido à aprendizagem de fundamentos. Não havia pressa para se tornar adulto, não se picotava as fases para a sua formação. A ascensão definitiva era uma simples consequência.

A pressa que os clubes têm para revelar, seja porque precisam vender, sejam porque são pressionados pelos investidores, deforma a origem dos jovens. Por isso, desde que a geração de Ronaldo Fenômeno e Rivaldo envelheceu, não se tem mais revelações em série, mas isoladas, como ocorre com Neymar.

A tese de que o Brasil produz craques em massa perdeu, esgotou-se há tempo. O que produz em massa é jogador de futebol, tornando o craque uma exceção como nos países que têm tradição no futebol. Então, não são gratuitos os fatos de que não ganhamos título mundial há dez anos e nunca mais tivemos o melhor do mundo.

De primeira

O empresário Ernesto Pedroso não nega que pode ser candidato à presidência do Coritiba. Já tem até coordenador de campanha: o jornalista Carlos Alberto Pessoa.

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