Geração desiludida

É hipocrisia afirmar, como era possível antigamente, que Atletiba em qualquer circunstância, é Atletiba. Essa instituição imaterial de Curitiba anda tão maltratada nos últimos tempos, que já é capaz de provocar indiferença ao povo. Talvez, no máximo, o seu resultado é que pode provocar uma curiosidade, mas sem trazer consequências históricas.

É possível afirmar que no Coritiba atual não se sabe quem é titular ou reserva. Então, o time que vai jogar é o menos ruim que há no Couto Pereira. O Atlético é o maior responsável pela decadência do clássico.

O seu plano de usar um time de aspirantes no Estadual, sob pretexto de priorizar competições nacionais e internacionais, por ser teimoso, é burro, sem dúvida. É que com a intenção de esvaziar o clássico, esvazia a si próprio.

Ao não competir pelo menos em um jogo com o rival histórico, perde tempo na formação do time que iniciou a Copa do Brasil, irá jogar a Sul-Americana, e que será a base para o Brasileiro.

E assim vai se criando uma geração desiludida com Atletiba.

Caríssimo

A brilhante desembargadora Rosalie Michaele Bacila Batista, do TRT-9, negou o pedido do jogador Mosquito de rescindir o contrato com o Coritiba por liminar. Não conheço o mérito, mas dizem que o pedido teve como causa única o não recolhimento de alguns valores do Fundo de Garantia.

Há 40 anos advogo para jogador e sempre entendi o seguinte. O não recolhimento do FGTS é causa para a rescisão, desde que o salário que o gerou também esteja em atraso. Isoladamente, só o não recolhimento do FGTS é um excesso que a interpretação literal da Lei Pelé pratica, pois às vezes rescinde-se um contrato vultuoso por valores mínimos.

Fora de lógica

Felipe Alves, 29 anos, é o goleiro de plantão de Fernando Diniz. Agora, Felipe Alves foi contratado pelo Atlético, o que não surpreende. Onde o treinador vai, o goleiro vai atrás – o que, em tese (ou coincidência), pode ser tratado como um negócio paralelo entre os dois. Essa história de “jogador de confiança” do treinador, principalmente se é goleiro, é perigoso.

A curiosidade é que Felipe Alves é chamado de “goleiro-linha”, porque joga com os pés. Eu sou do tempo que o goleiro jogava com as mãos. O Furacão deveria tratar o caso com seriedade. Diniz precisa ter consciência de que o Atlético não é o Audax, e que Felipe Alves é uma perigosa brincadeira.

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