O Coritiba joga em Recife contra o Náutico, uma partida que precisa ganhar, todos sabem. Mas uma derrota poucos irão compreendê-la. Não há como entender um time sem vitória há oito jogos. A pergunta é: e se o Coritiba, perdendo em Recife – o que seria natural – voltar entre os quatro últimos para jogar contra o poderoso Grêmio de Porto Alegre, o que vai acontecer? Sem trocadilho, há um furacão de olho nos Coxas.
Por isso, a razão não é abstrata na ideia de que Atlético e Coritiba são dependentes um do outro. Em especial, para dividir a desgraça. Ou o novo fracasso na Copa do Brasil do rival não teria acalmado a torcida do Atlético? Ficar escancarado na mídia como o único time de Primeira Divisão faz com as consequências dos fracassos sejam dobradas. Mas se em condições de igualdade o rival vai mal, consola-se. E como ficaria o projeto do Coritiba?
O seu projeto ficaria limitado a fugir da Segunda Divisão nacional. Enquanto isso, mesmo que não retorne à primeira, o atleticano terá compensada a frustração com o convite de ir participar da inauguração da definitiva Baixada. São coisas da rivalidade.
Marketing
A nova ação de marketing do Atlético é premiar 20 sócios Furacão com uma cadeira do banco de reservas da demolida Baixada. Pouco original, bem menos do que o de 1996, quando o clube ofereceu um pedaço de tijolo do Farinhacão implodido. Para quem o ano que vem vai inaugurar o estádio particular mais sofisticado do Brasil, é preciso fazer uma reciclagem de marketing.