Na Baixada, Atlético 2×0 Santos. Mais importante do que uma vitória, é a vitória com um futebol equilibrado. O bom jogo que o Furacão, talvez, tenha sido o sinal de que os excessos das propostas futuristas do treinador Fernando Diniz tenham sido derrotadas.

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O Santos é um time pouco razoável, não se pode ignorar. Mas esse fato não pode mudar a conclusão de que foi um outro Atlético: simples e modesto, porque consciente dos seus limites, não se expôs; inteligente, porque com a bola, jogou com alternância pelos lados e pelos meios; e, de tão equilibrado por unir todos os setores, acabou jogando à moda antiga.

Diniz foi o grande vencedor: mostrando que é humilde, está convencido de que o Atlético não é o Audax, e que o futebol não permite fantasias.

Para os mais exigentes pode ter ficado a impressão de que foi uma vitória alienada pela origem dos gols de Thiago Heleno e Guilherme: a bola parada saindo de escanteio ou de falta dos pés Carleto. Mas é exatamente aí que esteve a racionalidade do jogo do Furacão. O lance de bola parada não pode ser isolado do contexto e tratado ocasional, capaz de alienar uma vitória. No caso, foi consequência de um todo.

Obrigação

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Não sei se o sentimento do torcedor do Coritiba é de esperança ou de ilusão. Com consciência das coisas, é mais provável que prefira esconder que não tem em esperança e nem ilusão.

Pelo menos, enquanto for obrigado a ver o time ter que se defender com Alex Alves e atacar com Pablo e Bruno Moraes. A derrota para o Londrina escancarou de vez a falta de recursos do time. É a única conclusão para não haver resistência a um adversário limitado e pouco pretensioso.

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A obrigação imediata do técnico Eduardo Baptista não é fazer esse time jogar sem traumas. Seria obrigá-lo ao impossível. A obrigação é convencer os dirigentes, que com esse time, o Coritiba não voltará.