No Couto Pereira, no Atletiba do Estadual, o Furacão ganhou: 1×0.
O Atlético adota uma vida de extravagâncias, sem dúvidas. Às vezes, assume o papel de pródigo. Passou 4 anos com um grupo de especuladores, que se apresentavam como “inteligentes”, com o objetivo de impor um único padrão de jogo.
Cansado de enganar a si próprio, agora despreza a vaidade de ser moderno, o que está lhe fazendo bem. Enquanto o modernismo de Fernando Diniz teima com um jogo rasteiro, negando-lhe a profundidade para alcançar o gol, o treinador reserva Tiago Nunes faz o time do Estadual, que carrega o título de aspirantes, usar antigas convenções e liderá-lo como invicto.
Sem amarras, sem dispersão, e por isso agrupado para exercer as funções, o Furacão de Nunes ganhou o Atletiba, mesmo com um gol casuístico como é todo aquele, que Éderson acaba marcando. Será que o modelo para devolver o Atlético às vitórias não será esse que parece de Tiago Nunes? O Furacão provoca tantas extravagâncias, não sabendo o que é melhor para si, acaba invertendo os papéis. De repente as ideias mais saudáveis estejam no banco de aspirantes.
Dirão que o Coritiba jogou com um time de reservas. Mas qual é o seu time titular? O Atlético jogou com tudo de reserva: técnico, time e esquema.
Melhor jogo
Foram poucos os jogos que eu assiste desse Estadual. Dos que eu vi, nenhum foi superior do que esse de Toledo, entre Paraná e Toledo. O leitor que desconte o zero a zero, e também, o fato de ser um jogo pelo Paranaense, que está entre os piores campeonatos do Brasil. Ainda, assim, foi um jogo que provocou atenção, por ser elétrico, por ser de velocidade e ofensivo.
O Toledo merecia ganhar. Seu time reflete o que foi o seu treinador Paulo Baier como jogador: com a posse de bola, procura o jogo pelos lados, pela esquerda, em especial, e em velocidade. Dominou o Paraná jogando com dez desde o primeiro tempo, e só não marcou porque o goleiro Thiago Rodrigues foi o melhor em campo.
O Paraná já contratou 18 jogadores. Depois desse empate, que lhe priva de uma única vitória em 2018, não surpreenderá se contratar mais uma meia dúzia.
De primeira
O deputado Andrés Sanchez foi eleito presidente do Corinthians. Até aí nada demais. O detalhe é que foi eleito com 1.300 votos para a presidência de um clube que tem 7 milhões de torcedores em São Paulo. Esse fato me faz revisar minhas ideias sobre entidades associativas. Voltarei ao assunto.