Na Baixada, Atlético Paranaense 1×2 Atlético Mineiro. Houve um tempo, que sempre que o Brasil ganhava do México, nós pregávamos virtudes extraordinárias em nossa seleção. É que nós fazíamos exaltação ao jogo dos mexicanos para encontrar virtudes no Brasil. Não entendendo nossa tamanha euforia, passaram a brincar com si próprio. E então, criaram uma frase que sempre é usada quando o México volta cedo de uma Copa do Mundo: “Jogamos como nunca e perdemos como sempre”.

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Esse Atlético Paranaense provoca intensas lembranças da seleção do México: com o modelo pretensamente futurista do seu treinador Fernando Diniz, quer exibir-se como se a bola fosse só dele. Quando começa vencendo, como começou marcando no 1º tempo, com Pablo, torna-se arrogando. E até criou chances para Vitor fazer três grandes defesas. Pura ilusão: visto sem euforia, o Atlético não jogou como time e jamais foi um time.

Mas, daí para escancarar o ambiente irresponsável e medíocre, por ser enganador, basta um simples movimento do contrário. Bastou, que o jovem treinador Thiago Larghi, do Galo, colocasse o veterano Elias no meio, e Cazares na frente, para o nosso Atlético voltar a ser um time do mundo do faz-de-conta.

No segundo tempo, os mineiros levaram o Furacão à exaustão física e à humilhação tática: marcou com Bremer e Roger Guedes, com um esquema simples e quase convencional de contra-ataques. Foi de 2×1, mas era para ser um saco (essa é a expressão bruta, mas correta) de gols. Bem resumido, o Furacão, à mexicana, jogou como nunca e perdeu como sempre.

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Nem se deve mais criticar Fernando Diniz. É o que sempre foi, um grande enganador como técnico. Torna-se irresponsável quando, querendo fazer o papel de Petraglia, quer imprimir as suas intenções com o acabado Jonathan (não consegue jogar), Wanderson, Carleto, Zé Ivaldo e Camacho, que de tão medíocres, acabam fazendo de Nikão e Pablo, vejam só, figuras “exponenciais” deste time. Bruno Guimarães foi o que se salvou.

O único consolo que restou foi o público pagante: 6 mil torcedores. É sinal de que a torcida está convencida, que está sendo enganada.

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