Aos fatos: 1) O Atlético foi excluído do Campeonato Paranaense já na segunda fase, com duas derrotas para a Adap, time que só agora vai jogar a terceira divisão. 2) Da derrota em Volta Redonda para o jogo de ontem na Arena, passaram-se quinze dias, período maior usado no futebol brasileiro para a pré-temporada, o que tornou Givanildo um treinador privilegiado: nunca no futebol brasileiro um técnico teve quinze dias para trabalhar o time para a sua estréia. 3) Com Givanildo, o que era ruim, ficou pior ainda. Ontem o Atlético fez a sua pior partida nos últimos anos, empatou sem gols com o Volta Redonda e foi eliminado da Copa do Brasil. 4) O Volta Redonda não está nem mesmo na terceira divisão. Perdeu seu lugar para o Madureira.

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Agora a verdade: não são coisas do futebol. São fatos em seqüência, uns seguidos do outro, atrelados, indissociáveis, sem nenhuma interrupção. São fatos que decorrem de uma administração pueril no futebol, que agora submete a grande torcida do Atlético ao constrangimento de ver o time eliminado por times de terceira e quarta divisões.

O mais grave não está nos fracassos, que poderiam ser coisas do futebol. O gravíssimo está na inércia dos atleticanos, que se confortam com confissão de culpa, com as incursões falsas e temporárias de marketing, do silêncio de parte da imprensa calada e conveniente por medo.

Enquanto o interesse do Atlético não voltar a prevalecer sobre o interesse de fundos de jogadores, esses fracassos serão regra. Enquanto a torcida, sem culpa, ingenuamente for obrigada a clamar por Alan Bahia como salvador, haverá perdição com derrotas. Enquanto Fabrício, Rodrigão, Bruno Lança, Moreno, Danilo, Ricardinho ?rei do drible?, Cleverson e outros dos ?fundos? forem empurrados goela abaixo dos torcedores, haverá esse negócio ilusório que está se tornando o Atlético. Enquanto tudo isso continuar, os fundos de investimento de jogadores vão continuar enriquecendo. Esse, também, não seria o problema, se o Atlético no futebol não estivesse sendo jogado no fundo do poço.

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